Era numa casa vermelha
gasta pelo vento e pelo mar
madeira antiga janelas brancas
mas feita para mim
numa das terras mais ásperas do mundo
Era numa casa vermelha,
quer dizer já desbotada e gasta
sem cortinas, só vidraças
com uma porta pequena
dois andares
feita à minha medida
em que o tempo para
Era numa casa vermelha
numa terra inóspita
com um piano na sala
e um relógio de pêndulo
a marcar o tempo que parou
Era numa casa vermelha
gasta pela memória e pelo tempo
com verde e mar presente
em que o meu olhar parou
como num amor eterno
a minha alma ficou
FG 2012
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