A felicidade e a tristeza,
Apenas num pequeno gesto,
numa pequena descoberta
Schumann em todo o meu ser,
Algo de irrealidade,
pensamentos contraditórios,
luta ou desistência?
Ponho o rádio do carro mais alto!!
Fantasia Op17 em toda a sua transcendência,
embriaguez de pensamentos
Eis que me cai, suave, bem real,
Uma folha de Outono ainda esverdeada
no meu ombro, que reparei, tinha uma camisa cinzenta,
Cor e cinza, realidade e irrealidade, felicidade e tristeza
Aí senti paz de pertencer a este mundo e reconciliei-me
FG 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Kerguelen
Sim...um mundo encantado
Sim...ainde existe e existirá sempre
Sim...existe
Sinto o vento que me isola,
O grito das aves,
O cheiro do vento carregado de mar
Vivaldi num só dia: Quatro estações
Se algum dia eu pudesse
Se algum dia eu tivesse que
Se algum dia acontecesse
Seria aí...
Existirá sempre um mundo encantado à nossa espera
FG 2012
Sim...ainde existe e existirá sempre
Sim...existe
Sinto o vento que me isola,
O grito das aves,
O cheiro do vento carregado de mar
Vivaldi num só dia: Quatro estações
Se algum dia eu pudesse
Se algum dia eu tivesse que
Se algum dia acontecesse
Seria aí...
Existirá sempre um mundo encantado à nossa espera
FG 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Hoje chovia como um manto de isolamento.
Via-se a poucos metros de distância.
Ribombar de trovões.
Cinza , quase noite...
Cheiro a chuva a verde,
A natureza mais perto de mim.
Sinto-me mais eu, assim isolado...
Porque será?
A minha alma precisa de isolamento,
Isolamento... pois...
A dialéctica do ser: quando isolado não quero, quando rodeado quero...
Que fazer?
Saudades do tempo em que era imortal
FG 2012
Via-se a poucos metros de distância.
Ribombar de trovões.
Cinza , quase noite...
Cheiro a chuva a verde,
A natureza mais perto de mim.
Sinto-me mais eu, assim isolado...
Porque será?
A minha alma precisa de isolamento,
Isolamento... pois...
A dialéctica do ser: quando isolado não quero, quando rodeado quero...
Que fazer?
Saudades do tempo em que era imortal
FG 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
Era numa casa vermelha
gasta pelo vento e pelo mar
madeira antiga janelas brancas
mas feita para mim
numa das terras mais ásperas do mundo
Era numa casa vermelha,
quer dizer já desbotada e gasta
sem cortinas, só vidraças
com uma porta pequena
dois andares
feita à minha medida
em que o tempo para
Era numa casa vermelha
numa terra inóspita
com um piano na sala
e um relógio de pêndulo
a marcar o tempo que parou
Era numa casa vermelha
gasta pela memória e pelo tempo
com verde e mar presente
em que o meu olhar parou
como num amor eterno
a minha alma ficou
FG 2012As Poucas Palavras
Só isso: o céu azul, a sombra lisa,
o livro aberto.
E algumas palavras. Poucas,
ditas como por acaso.
Eram contudo palavras de amor.
Não propriamente ditas,
antes adivinhadas. Ou só pressentidas.
Como folhas verdes de passagem.
Um verde, digamos, brilhante,
de laranjeiras.
Foi como se de repente chovesse:
as folhas, quero dizer, as palavras
brilharam. Não que fossem ditas,
mas eram de amor, embora só adivinhadas.
Por isso brilhavam. Como folhas
molhadas.”
Eugénio de Andrade, Os Sulcos da Sede
Um Simples Pensamento
É a música, este romper do escuro.
Vem de longe, certamente doutros dias,
doutros lugares. Talvez tenha sido
a semente de um choupo, o riso
de uma criança, o pulo de um pardal.
Qualquer coisa em que ninguém
sequer reparou, que deixou de ser
para se tornar melodia. Trazida
por um vento pequeno, um sopro,
ou pouco mais, para tua alegria.
E agora demora-se, este sol materno,
fica comigo o resto dos dias.
Como o lume, ao chegar o inverno.
E.Andrade
In: Os Sulcos da Sede (2001)
As coisas belas,
as que deixam cicatrizes na memória dos homens,
por que motivos serão belas?
as que deixam cicatrizes na memória dos homens,
por que motivos serão belas?
E belas, para quê?
Põe-se o Sol porque o seu movimento é relativo.
Derrama cores porque os meus olhos vêem.
Mas por que será belo o pôr do sol?
E belo, para quê?
Se acaso as coisas não são coisas em si mesmas,
mas só são coisas quando percebidas,
por que direi das coisas que são belas?
E belas, para quê?
Se acaso as coisas forem coisas em si mesmas
sem precisarem de ser coisas percebidas,
para quem serão belas essas coisas?
E belas, para quê?
in Poesia Completa Antonio Gedeão
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